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Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável
A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.
Marcio Demari Londrina - PR
Postada em 03/12/2017 ás 23h09
Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) foi estabelecida pela resolução 1.542, de 30 de abril de 2004, visando garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a Missão foi autorizada a mobilizar até 6.700 militares, sempre tendo seu braço militar sob o comando do Brasil.


Além do contingente brasileiro, integraram a MINUSTAH militares de Japão, Chile, Nepal, Jordânia, Uruguai, Paraguai, Coreia do Sul, Sri Lanka, Argentina, Bolívia, Guatemala, Peru, Filipinas e Equador. Além disso, Canadá, Estados Unidos e França prestaram apoio estrutural.


No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. Somente no âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão de paz, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes.


Desde o início da missão, em 2004, o componente militar da MINUSTAH conduziu regularmente operações específicas contra criminosos, realizando patrulhas contínuas.


Também foram concentrados tempo e esforços em facilitar as eleições nacionais, proporcionando segurança e apoio logístico às autoridades civis para todas as eleições nos últimos 13 anos.


Os capacetes-azuis integraram também atividades de cooperação civil-militar, incluindo renovação de escolas, poços de perfuração, distribuição de água potável e infraestrutura pública.


Duas catástrofes naturais atingiram o Haiti ao longo dos 13 anos de atuação das Forças Armadas brasileiras.


A primeira, no dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto causou a morte de mais de 220 mil pessoas, incluindo 102 funcionários da ONU. A MINUSTAH também foi afetada. O terremoto matou seu representante especial Hédi Annabi, tunisiano, e seu vice, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.


O “GptOpFuzNav-Haiti” – 11º Contingente – prestou o apoio necessário para a manutenção de um ambiente estável, de maneira que pudesse ser prestada toda a ajuda humanitária possível.


Já em 4 outubro de 2016, o Haiti foi atingido pelo furacão Matthew, que causou inundações e deixou várias famílias desabrigadas no sul do país. Os Fuzileiros Navais do 24º Contingente, atuando em conjunto com a Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro, receberam a missão de se encaminhar até a região mais atingida.


Após trabalhar noite e dia na desobstrução de estradas para a chegada de assistência, no dia 7 de outubro de 2016 um pelotão de fuzileros foi a primeira tropa a conseguir chegar, por terra, à cidade mais afetada, Jeremy.


Em outubro de 2017, a MINUSTAH chegou ao fim. Deixa um país mais seguro e estável, cumprindo assim sua missão. A missão foi substituída pela Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH, na sigla em francês), que irá apoiar os esforços governamentais de fortalecimento das instituições, no desenvolvimento da Polícia Nacional e no monitoramento, relato e análise da situação dos direitos humanos.

FONTE: ONU
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