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Ribeirinhos do Amazonas recebem balsa para escoamento de produção
Cerca de 450 famílias que vivem em áreas isoladas do Médio Juruá serão beneficiadas com a tecnologia social
Marcio Demari Londrina - PR
Postada em 14/12/2017 ás 02h48
Ribeirinhos do Amazonas recebem balsa para escoamento de produção

Uma balsa com capacidade de 150 toneladas começou a navegar nas águas do Rio Juruá, na região de Carauari, no Amazonas, no dia 6. A embarcação faz parte do projeto "Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário".

Cerca de 450 famílias que vivem em áreas isoladas do Médio Juruá serão beneficiadas com a tecnologia social


Uma balsa com capacidade de 150 toneladas começou a navegar nas águas do Rio Juruá, na região de Carauari, no Amazonas, no dia 6. A embarcação faz parte do projeto "Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário", uma tecnologia social da Associação dos Produtores Rurais de Carauari – ASPROC, que atua por meio de processos de organização, gestão e comercialização da produção sustentável.


O projeto recebeu investimento social por meio do edital Ecoforte Extrativismo, uma parceria da Fundação Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e Fundo Amazônia, no valor de R$ 500 mil. A ação visa potencializar o escoamento da produção, gerar renda e elevar os ganhos das famílias ribeirinhas.


A embarcação vai circular por 13 comunidades e vai atender 450 famílias residentes no interior da Unidade de Conservação Federal de Uso Sustentável - Resex Médio Juruá. A capacidade de escoamento da Asproc atualmente gira em torno de 400 toneladas ao ano. Com a parceria, a estimativa é que em 12 meses chegue a 600 toneladas de produtos.


Na lista dos produtos comercializados pela Asproc estão farinha, abóbora, batata, vassoura e borracha. De acordo com a coordenadora da Asproc, Suzy Barros, a entidade pretende em breve incluir nessa relação, as sementes oleaginosas de andiroba e murumuru.


Suzy também explica que o isolamento das comunidades é um dos principais problemas e o que torna o trabalho mais demorado, com custos mais elevados. Ela diz ainda que os pontos de coleta e entrega da produção ficam localizados estrategicamente ao longo da área atendida pela Associação, sendo que o primeiro está há 11 horas de viagem de barco e o último há 50 horas da sede da entidade. 


“As viagens aconteciam numa diferença de 45 dias e a maioria das vezes precisávamos alugar outra embarcação para trazer toda a produção. Com a nova balsa vai ser possível fazer um só carregamento. Aqui tudo é muito longe, e nós buscamos essa parceria com a Fundação BB para tentar melhorar a vida das famílias que vivem isoladas, para  tornar o escoamento dos produtos mais simples, com custos mais reduzidos e com mais segurança”, disse.


Sobre a tecnologia social
Certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2011, a tecnologia social “Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário" é uma das 986 inciativas que fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras, aptas e disponíveis para reaplicação.

FONTE: Fundação BB
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