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Pesquisa BISC revela solidez dos investimentos sociais privados e mudanças no perfil dos projetos
Em dez anos de levantamento, investimentos cresceram 35%. Educação continua sendo prioridade dos recursos
Marcio Demari Londrina - PR
Postada em 14/12/2017 ás 17h27 - atualizada em 14/12/2017 ás 17h40
Pesquisa BISC revela solidez dos investimentos sociais privados e mudanças no perfil dos projetos

Pesquisa BISC revela solidez dos investimentos sociais privados e mudanças no perfil dos projetos

 Os investimentos sociais privados no Brasil estão consolidados. Apesar da oscilação na conjuntura econômica, no ano de 2016 as empresas destinaram R$ 2,4 bilhões para projetos sociais no Brasil. O valor representa um crescimento de 41% na comparação com 2007. É o que mostra a pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) 2017, que há dez anos faz o acompanhamento dos valores investidos por empresas em projetos de responsabilidade social. Os recursos investidos no setor são, em sua maioria, privados. Do total, apenas R$ 458 milhões – ou 19% – são provenientes de incentivos fiscais.


A pesquisa, realizada com 268 empresas e 18 institutos e fundações, mostra ainda uma mudança no perfil dos projetos realizados ou apoiados por empresas e institutos a elas ligados ao longo dos últimos dez anos. Ações isoladas, pontuais e assistencialistas estão sendo continuamente substituídas por projetos mais estruturados, ligados a causas sociais e alinhados ao negócio. Em 88% das empresas, a agenda de atuação social está direcionada para alinhar os investimentos sociais à área de atuação e 40% das empresas já destinam mais de 80% dos seus investimentos sociais para projetos alinhados ao negócio.


 “Até o início da última década, as empresas entendiam que estes investimentos deveriam estar totalmente desconectados dos seus negócios, especialmente por receio de que os interesses econômicos sobrepusessem os objetivos dos projetos sociais”, explica Anna Peliano, coordenadora do BISC. Segundo ela, mais preparada para atuação social, a iniciativa privada está buscando usar a sua expertise para gerar impactos positivos na sociedade.


O BISC mostra ainda a mudança da distribuição dos investimentos. Em 2009, a região Sudeste foi beneficiada por 47% dos investimentos, enquanto Norte e Nordeste receberam apenas 19%. Já em 2016, o cenário inverteu: a distribuição para estados do Norte e Nordeste representou 42%, enquanto que o Sudeste recebeu 28% dos investimentos.


De acordo com Anna Peliano, esta mudança na distribuição dos investimentos está relacionada ao alinhamento com os negócios, com maior direcionamento para o investimento no entorno dos empreendimentos. A Educação continua, em 2016, sendo prioridade nos investimentos – absorvendo 41% do total dos recursos investidos. No entanto, com o passar dos anos, a condução desses projetos foi ficando cada vez mais a cargo dos institutos e fundações: em 2009, as empresas respondiam diretamente por 35% dos investimentos em educação. Em 2016, esse percentual caiu para 16%.


Mudanças nas relações com organizações sem fins lucrativos


Praticamente todas as empresas do grupo BISC envolverem organizações sem fins lucrativos em seus projetos, e o volume total de recursos destinados às entidades parceiras chegou, em 2016, a R$512milhões. Esse valor representa um crescimento de 41% em relação a 2011. Por outro lado, o número de entidades apoiadas foi reduzido. Passou de 1756 em 2011 para 810 em 2016.


Estas ONGs, por sua vez, receberam aportes maiores. Em 2016, 49% das organizações sociais receberam recursos superiores a R$ 140 mil, enquanto em 2011, apenas um terço delas receberam esse montante, ou seja, há menos organizações recebendo montantes maiores. 


Anna Peliano explica que este cenário é um retrato de investimentos cada vez mais focalizados e alinhados aos negócios. “As empresas e institutos a elas ligados estão selecionando parceiros com quem possam desenhar projetos mais longos e estruturados e que tenham resultados em uma escala maior”, diz a especialista. Estes resultados já estão sendo percebidos. Para 66% das empresas pesquisadas em 2016 houve maior alinhamento e diálogo com as políticas públicas. Em 2011, apenas 9% dos respondentes tinham esta percepção.


O BISC é uma ferramenta criada pela Comunitas para o acompanhamento anual dos investimentos sociais privados no Brasil. Por meio de uma parceria com o Committee Encouraging Corporate Philanthropy (CECP) e com a Exchange, é possível comparar esses investimentos com padrões internacionais, aferir a evolução dos compromissos sociais das empresas participantes, extrair a percepção dos gestores sobre a qualidade das aplicações, buscar novos temas para subsidiar a formulação de estratégias e melhorar a contribuição para o desenvolvimento do país.


Lançada oficialmente no dia 1 de dezembro, em São Paulo, a publicação com relatório completo da pesquisa estará disponível para download a partir de janeiro de 2017 no site da Comunitas (www.comunitas.org).


 Sobre a Comunitas


A Comunitas é uma organização da sociedade civil brasileira que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país. Atua em várias frentes, com destaque para projetos como o BISC (Benchmarking do Investimento Social Corporativo), o Encontro de Líderes, a divulgação de Boas Práticas e o Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável, programa de aprimoramento da gestão pública municipal. http://comunitas.org

FONTE: comunitas.org
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