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Nigéria baixa pela metade número de pessoas que passam fome no nordeste
FAO revela que vítimas de insegurança alimentar em áreas afetadas pelos terroristas Boko Haram reduziram de 5,2 milhões para 2,6 milhões; agência aposta em distribuir sementes para aumentar produção local.
Marcio Demari Londrina - PR
Postada em 23/12/2017 ás 14h00
Nigéria baixa pela metade número de pessoas que passam fome no nordeste

A FAO busca aumentar ainda mais a produção local através da distribuição de sementes de vegetais. Foto: FAO/Desmond Kwande

A Nigéria reduziu de forma significativa o número de pessoas que passam fome desde o início da crise das milícias Boko Haram nos estados nordestinos mais afetados pelas ações terroristas.


Entre junho e agosto a taxa de insegurança alimentar diminuiu em 50%. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO,  declarou que a baixa foi de 5,2 milhões para 2,6 milhões de pessoas.


Assistência


A agência celebra o que chama "grande passo adiante" que ocorreu graças a melhoria na situação de segurança em geral e ao aumento da ajuda humanitária e de subsistência dada pelo governo e pelos seus parceiros a longo prazo.


No entanto, a FAO adverte no seu Quadro Harmonizado de Segurança Alimentar que se não houver assistência constante e oportuna todas as boas ações poderão sofrer rapidamente um revés.


Estoques


Mais de 3,5 milhões de pessoas podem voltar novamente a sofrer carência alimentar aguda, incluindo risco de fome até agosto.


Pelo menos 1 milhão de refugiados, retornados e comunidades anfitriãs receberam sementes de feijão-frade, milho, sorgo, vegetais e fertilizantes na última estação chuvosa até setembro quando os estoques alimentares baixos.


Transição


A FAO busca aumentar ainda mais a produção local através da distribuição de sementes de vegetais, kits de agricultura, fertilizantes e equipamentos de irrigação para cerca de 780 mil pessoas nos três estados.


A ideia é que as populações tenham comida suficiente no fim da temporada de colheitas e na transição das comunidades para a estação seca e para a nova fase de plantio.


A violência afetou agricultores do nordeste, que além de fugir tiveram que passar por um período seco e questões como inundações. Em vários outros campos as safras foram infectadas por pragas.


A FAO destaca que o apoio dado desde a estação chuvosa até a seca "capacita as comunidades vulneráveis a resistir, fortalece a capacidade de cultivo de culturas básicas e comerciais e reduz a necessidade de assistência alimentar".

FONTE: Rádio ONU
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