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Iêmen caminha para catástrofe humanitária, alertam agências da ONU
Enquanto o conflito no Iêmen ultrapassa a marca de 1 mil dias, as Nações Unidas alertaram que se os trabalhadores humanitários não tiverem maior acesso ao país e se a violência não diminuir, o custo em termos de vidas perdidas será incalculável. O alerta foi feito pelos chefes de Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Cerca de 75% da população iemenita está em necessidade de assistência humanitária, incluindo 11,3 milhões de crianças que não podem sobreviver sem ela. Ao menos 60% dos iemenitas estão agora em insegurança alimentar e 16 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e saneamento básico. Menos da metade dos hospitais do Iêmen está funcionando plenamente e profissionais de saúde ficaram mes
Marcio Demari Londrina - PR
Postada em 03/01/2018 ás 23h37 - atualizada em 04/01/2018 ás 00h01
Iêmen caminha para catástrofe humanitária, alertam agências da ONU

Iemenitas aguardam na fila para receber água potável de tanque fornecido pelo UNICEF em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF

Enquanto o conflito no Iêmen ultrapassa a marca de 1 mil dias, as Nações Unidas alertaram que se os trabalhadores humanitários não tiverem maior acesso ao país e se a violência não diminuir, o custo em termos de vidas perdidas será incalculável.


“Enquanto a violência aumentou nos últimos dias, crianças e famílias estão sendo novamente mortas em ataques e bombardeios”, disseram chefes de agências da ONU em comunicado conjunto publicado no fim de dezembro (30), pedindo novamente que as partes em conflito permitam total acesso das equipes humanitárias ao Iêmen e interrompam os confrontos.


O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus; o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), David Beasley; e o diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake; pintaram um cenário sombrio dos 1 mil dias de violência brutal no Iêmen, lembrando que o conflito tirou famílias de suas casas, destruiu hospitais e danificou escolas.


“Mais de 1 mil dias de crianças recrutadas para a guerra (…), 1 mil dias de doenças e morte e de sofrimento humano inimaginável”, disseram, acrescentando que o conflito criou a pior crise humanitária do mundo — uma crise que tragou o país todo.


Cerca de 75% da população iemenita está em necessidade de assistência humanitária, incluindo 11,3 milhões de crianças que não podem sobreviver sem ela. Ao menos 60% dos iemenitas estão agora em insegurança alimentar e 16 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e saneamento básico. Menos da metade dos hospitais do Iêmen está funcionando plenamente e profissionais de saúde ficaram meses sem receber salários.


“Essas estatísticas terríveis da devastação causada pelo conflito reflete apenas o que sabemos. Na realidade, a situação deve ser bem pior. As agências da ONU não têm total acesso humanitário a algumas das comunidades mais afetadas. Em muitas delas, não podemos nem mesmo saber quais são as necessidades”, disseram os chefes das agências.


“Mas isto nós sabemos: o Iêmen está passando de uma crise para uma profunda catástrofe.”


Apesar de reconhecer algum progresso feito nos últimos dias com as primeiras importações comerciais de combustível no porto de Hudaydah, após recentes importações de alimentos, os chefes das agências disseram ser importante que esses fluxos sejam mantidos, já que as restrições para a importação de combustível fizeram dobrar o preço do diesel no país, ameaçando a disponibilidade de água potável e saneamento, assim como de atendimento médico.


Muitos hospitais estão sem combustível para os geradores. As estações de bombeamento de água que atendem mais de 3 milhões de pessoas estão ficando rapidamente sem combustível necessário para operarem, enquanto o preço da água fornecida por caminhões teve forte alta.


“O preço da água potável está exorbitante para mais de dois terços dos iemenitas que vivem na extrema pobreza. Tudo isso ameaça minar os esforços de conter os surtos de difteria, cólera e diarreia em andamento”, alertaram.


“Permanecemos comprometidos em ajudar as pessoas do Iêmen. Fornecemos água limpa para 6 milhões de pessoas, distribuímos 3,7 milhões de litros de combustível para hospitais públicos, tratando mais de 167 mil crianças com desnutrição aguda”, disseram. “Mas, ainda assim, a piora da situação em campo ameaça superar nossa capacidade de resposta”.


“As famílias iemenitas não deveriam ter que suportar mais um dia de guerra, muito menos outros 1 mil”, concluíram.

FONTE: OMS
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